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II Estudo “As relações empresa-governo na América Latina e Espanha”
Madri, Julho de 2010.- A LLORENTE & CUENCA elaborou a segunda edição do relatório “As relações empresa-governo na América Latina e Espanha” a partir das respostas de 1.500 empresários e políticos da Espanha e América Latina.
O âmbito geográfico da investigação envolve os mesmos oito países do ano passado: Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Panamá e Peru, na América Latina, e Espanha. A investigação foi dirigida por Alfredo Arceo Vacas, professor titular da Universidade Complutense de Madri. Esta edição contou também com a colaboração do departamento de Relações Institucionais da CEOE.
A principal conclusão do estudo é que tanto os empresários latino-americanos, como os espanhóis acreditam que o nível de contato com seus respectivos governos é insuficiente, enquanto a classe política considera que o contato com as empresas é frequente e oportuno.
Entre os empresários consultados, 71,5% declara que a influência dos critérios empresariais é regular, escassa ou nula na hora de estabelecer políticas econômicas, o que também contrasta com a opinião dos governantes, que creem que os critérios empresariais são, muitas vezes, considerados. Neste sentido, o relatório indica uma grande diferença entre os empresários espanhóis, que consideram escassa ou nula sua influência nas políticas do governo, e os latino-americanos, que não se mostram tão críticos a este respeito.
Do mesmo modo, os empresários latino-americanos apostam, em 42% das suas respostas, pelas medidas fiscais para enfrentar a atual situação econômica, seguidas pelas medidas no mercado de trabalho, com 26%, e as relacionadas com política social, com 15%. Os espanhóis, segundo indica o relatório, têm uma opinião muito mais direcionada no mercado de trabalhado como principal medida para enfrentar a situação econômica do país, como declararam 67% dos empresários consultados. As medidas fiscais são as mais urgentes para 21% dos empresários, enquanto somente 5% deles consideram prioritárias as medidas de política social.
Outra das questões que os empresários consideram mais importantes é a necessidade de conseguir acordos de livre comércio entre a União Europeia e os países latino-americanos. Assim declararam 63,5% dos empresários e 42% dos governantes e políticos.
Barack Obama e Angela Merkel são, atualmente, os políticos internacionais mais bem avaliados, segundo se pode concluir do estudo, que coloca a Luiz Inácio Lula da Silva como o político latino-americano mais bem avaliado na América Latina e Espanha, mantendo, assim, sua posição em relação ao relatório realizado pela empresa no ano passado. Bill Gates é, de acordo com a pesquisa, o empresário internacional mais bem avaliado e Carlos Slim o empresário latino-americano com melhor reputação na América Latina e Espanha, como também aconteceu na última edição da pesquisa.
O estudo pode ser consultado no website www.politicayempresa.com. |